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O espectro de uma ideia que mudou o mundo

Escrito por master.

Karl MarxA leitura que Karl Marx fez do capitalismo e o programa de acção que propôs para o demolir mudaram o curso da História. Para o bem? Para o mal? Dos regimes brutais que se serviram das suas ideias à apologia da sua mensagem libertadora, que sentido faz Marx hoje? A crise de 2007, a desigualdade crescente ou o gigantismo de empresas como a Google podem ressuscitar a sua crítica do capitalismo? Karl Marx nasceu há 200 anos.

MANUEL CARVALHO
https://www.publico.pt/

Os últimos dias de Fevereiro de 1848 Paris entrou em estado de sítio. Soldados em parada ousaram vaiar o rei Luís Filipe, milhares de operários e estudantes tomaram as ruas de assalto, montaram barricadas, afrontaram as classes médias, determinaram a demissão do primeiro-ministro (Guizot), ousaram reclamar o poder e logo a seguir ditaram a abdicação do monarca e a criação da Segunda República. Não foi coincidência, mas por esses dias tumultuosos, a 24 de Fevereiro, Karl Marx publicava o Manifesto Comunista que parecia adivinhar e explicar a insurreição de Paris. “Um espectro assombra a Europa... o espectro do comunismo”, lia-se na primeira linha do Manifesto. A França habituada aos tumultos revolucionários acabaria por derrotar os sublevados e na verdade Marx já não era vivo quando, em Outubro de 1917, a sua deixou de ser sombra para se tornar realidade nas ruas de Petrogrado (São Petersburgo). Pela primeira vez, um projecto de comunismo estava em execução.

Karl Marx e O Capital: O detetive que queria decifrar a suprema intriga

Escrito por master.

MarxO livro não era fácil. Nem para os filósofos, que tinham que mergulhar na economia, nem para os economistas, que tinham que sofrer a crítica à sua submissão ideológica e demais conceitos filosóficos, nem muito menos para os leigos, inocentes de todas essas deambulações. Artigo de Francisco Louçã

Por Francisco Louçã, Esquerda.net
https://www.cartamaior.com.br/

Diz-se que o frio varria o cemitério de Highgate, em Londres, naquele 17 de março de 1883, quando onze pessoas se despediram de Karl Marx, que morrera subitamente três dias antes, na sua cadeira de balouço, tinha 65 anos. Estavam Friedrich Engels, o velho amigo com quem partilhara mais de quarenta anos de aventuras intelectuais e políticas, a suas filhas Laura e Eleanor, os seus genros, Longuet e Lafargue, Wilhelm Liebknecht, fundador da social-democracia alemã, dois veteranos da antiga Liga dos Comunistas e ainda dois destacados cientistas da Academia Real, o químico Schorlemmer e um discípulo de Darwin politicamente conservador, o zoologista Lankester, eram tão poucos.

EUA: o declínio de uma diplomacia arrogante

Escrito por master.

ArroganteNovo ataque à Síria nada mudará, no essencial: Veja como o governo Trump destroi alianças de décadas e acelera a erosão do poder geopolítico, econômico e militar de Washington

Por Alfred W. McCoy, no TomDispatch | Tradução: Mariana Carioni, do Círculo de Tradutores Voluntários de Outras Palavras

Enquanto 2017 acabava com os bilionários norte-americanos torrando os cortes de impostos e executivos do setor de petróleo comemorando acesso irrestrito a terras federais, bem como águas costeiras, um setor da elite americana não bebeu do espumante comemorativo: o corpo de especialistas em política externa de Washington. De diferentes pontos do espectro político, muitos sentiram um profundo mau pressentimento pelo futuro global do país sob a presidência de Donald Trump.

Acerca da escassez de alimentos

Escrito por master.

Alimentospor Prabhat Patnaik [*]
http://resistir.info/

A teoria económica ortodoxa foi durante muito tempo assombrada pela perspectiva de que o crescimento da produção de cereais na economia mundial não seria suficientemente elevado para sustentar o crescimento da população mundial. Malthus foi um dos primeiros expoentes deste temor. Keynes também subscreveu a visão de que se os países pobres não assegurassem de alguma forma que o crescimento da sua população fosse controlado, haveria uma escassez de alimentos na economia mundial e a pobreza crescente seria um sintoma disso.

Esta visão, é claro, era o produto de uma disposição intelectual que via a pobreza como consequência da procriação excessiva, ao invés de qualquer arranjo social. Isto foi explicitamente declarado por Malthus. E a economia política clássica, influenciada pela teoria malthusiana da população, avançou o argumento de que os salários dos trabalhadores permaneciam ligados a um nível de subsistência devido à sua propensão a procriar rapidamente no momento em que excedia o nível de subsistência. Marx, naturalmente, rejeitou esta posição com desprezo. Ele considerou a teoria malthusiana da população, na qual se baseava, como "uma calúnia à raça humana".

A ausência é a forma mais poderosa de presença

Escrito por master.

Lula presenteGUSTAVO CONDE
https://www.brasil247.com/

Depois de tantas vezes que escrevi sobre Lula, tantas vezes que deixei a emoção tomar conta do meu texto, tantas vezes que fui buscar no âmago da história uma cifra, um sentimento, um fato, uma cor que desse a dimensão deste agente máximo da democracia, depois de tantos textos, esperanças, chamamentos, alertas, celebrações, relatos e contenções narrativas para controlar o ímpeto ou o ceticismo, no eterno jogo das acelerações e desacelerações que gerencia nossa percepção de mundo, vejo-me diante do impasse de testemunhar o momento fatídico de uma prisão criada para alimentar os desígnios fascistas do prolongamento do golpe de estado que parasita o nosso sistema político.

Não é fácil escrever diante de mais uma ruptura social em flagrante desacordo com o ordenamento jurídico. Ontem, o Brasil parou. Ontem, o Brasil deixou sua habitual indiferença de lado e mergulhou no espírito daquele que encarna a síntese de sua história, na personagem principal de todo e qualquer roteiro que se possa redigir a partir de todo insumo social desta terra. O Brasil entrou em vigília e está em modo de vigília. Uma vigília diferente, uma vigília de um povo inteiro, uma vigilia que pode demarcar, afinal, a nossa alvorada como nação interrompida, sufocada pelo próprio esplendor de seu berço escravocrata.